Por que a papelada nunca pode esperar?
O relógio não para quando alguém se vai; a lei, entretanto, insiste em ter tudo anotado. Se você pensa que pode adiar a coleta dos documentos, pense de novo. O tribunal cobra, a família reclama, o patrimônio trava. Aqui, cada detalhe tem peso de ouro. E olha, não tem milagre que vai acelerar o processo se falta um simples CPF.
Documentos pessoais do falecido
Primeiro: certidão de óbito. Sem essa, nada começa. Em seguida, RG e CPF. Duas linhas, duas chaves. Carteira de trabalho, PIS, título de eleitor – tudo serve de prova de identidade e de vínculo empregatício. Se ele tinha seguro‑vida, a apólice inteira entra no rol. Não deixe o antigo endereço de lado; a conta de água ou luz serve de comprovante de residência.
Bens imóveis e veículos
Matricula do imóvel, registro no cartório, e, claro, a escritura. Se houver financiamento, o contrato bancário está na lista. Carro? Certificado de registro e licenciamento anual. Moto? Mesmo esquema. Cada bem tem sua documentação, e cada pedaço de papel acelera a divisão. Se houver condomínio, a última convenção de condomínio também conta.
Dívidas e obrigações fiscais
Imposto de renda dos últimos cinco anos. Certidão negativa ou dívida ativa. Se houver empréstimos, traga os extratos. Dívida de cartão de crédito? O banco costuma enviar o saldo consolidado. E não esqueça de incluir tributos de terrenos e casas. Tudo isso compõe o cálculo do quinhão que cada herdeiro receberá.
Onde encontrar cada documento
Cartórios: tudo que tem a ver com registro de imóveis e certidões. Bancos: extratos, contratos, e comprovantes de financiamento. Receita Federal: o já citado imposto de renda, obtido via site ou em pessoa. Se precisar de documentos de trabalho, vá ao RH da empresa ou ao Ministério do Trabalho. Cada fonte tem seu horário de pico, não perca tempo.
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